sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Desayuno


“Caminhante,
não há caminho,
o caminho se faz
ao caminhar”

Antonio Machado















MOVIMENTE-SE

O caminho se faz caminhando. E você, vai ficar parado?
A nova idéia, a construção, desconstrução e reconstrução da vida e do mundo requer movimento...

ADELANTE...
MOVIMENTE-SE!!!

Não há silicone para a realidade, não há marca, cigarro, carro ou putaria que possa consumir a dor do parto, da fome da filha, do aluguel e carnê   vencido,  do busão atrasado ou do cansaço que consome e nunca  passa.

As lagrimas e suor derramado rega a terra onde nascerá a utopia
Por isso a cada passo, seguiremos ADELANTE, nesse eterno caminhar em busca do novo.

Ovelhas que se pastoreiam: ADELANTE
Punhos fechados e braços abertos: ADELANTE
A luta pede dedos em riste e sorrisos no rosto.

ADELANTE!!!

COLABORADORES - FRONT DA FRONTEIRA

Alexandre Palmar - Adna Rahmeier - Florentina Peralta -  Eliseu Pirocelli - Bruno Eliezer -Danilo Georges- Sannes Fortuna - Atilon Lima - Mauricio Ferreira - J. Carter - Sofi Esc - Carlos Luz - Tchella Maso – Guata.

Foto da capa: Maria Buzanovsky
Frase da capa: Antonio Machado

Fotografoz: Evento Ponto de Encontro - Pista Pública de Skate

FALATÚ - O SALVE DA GALERA


Tudo aquilo que pretendemos ser, está em formação juntamente com toda essa filosofia que criamos. Ela também me é necessária e eu curti muito esse poema [revelia – Fernanda Regina da cunha – edição 01] e tantos outros que li aqui! Parabéns
(Adna Rahmeier)

A realidade... uma outra poética. Obrigada pela sua visão!
(Florentina Peralta)
[Comentário nas fotos de Atilon Lima - postadas no blog]

MANDE UM SALVE: zineadelante@gmail.com

VOCÊ PAGA ALUGUEL?!















Você sabia que se todos os imóveis desocupados no país fossem utilizados por pessoas que necessitam de moradia, ainda sobrariam 200 mil casas....?!

Os primeiros dados do censo realizado em 2010 pelo IBGE estão sendo disponibilizados. Existem hoje no Brasil cerca de 6,07 milhões de domicílios vagos e seria preciso 5,08 milhões de casas para que todas as famílias brasileiras vivessem em locais adequados.

O déficit habitacional é baseado em outro levantamento do IBGE, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Ele soma o número de famílias que declararam não ter um teto ou que habitam locais inadequados, mas não leva em conta as famílias que pagam aluguel.

O censo mostrou que São Paulo  é  o  estado  com  o  maior número de domicílios vagos, somando mais de 1 milhão. Ao mesmo tempo, de acordo com o Sinduscom-SP, são 1,127 milhão de famílias sem teto ou sem uma casa adequada. Um levantamento realizado pelo movimento de moradia aponta que pelo menos 400 mil imóveis estão desocupados na cidade de São Paulo. Mas ao mesmo tempo uma série de despejos e remoções estão em curso.

O movimento denuncia a situação de abandono das famílias sem-teto e a falta de comprometimento do governo.

Fontes: Agência Brasil, Rádio Agência NP, Jornal do Brasil.

¿Cuerpo es? - (Sofi Esc)


Un instrumento,
y también pecado.
Al contrario del alma, es tangible.
Chupable, mordible, lamible
ora represión, ora libertad
¡libertinaje!

Cuerpo es, imperfecto
e intimida.
Es piel vibrante, húmeda;
es herida, es cicatriz
es MEMORIA.

Cuerpo es, territorio
es Sujeto
es Objeto
amarrado, condicionado, tapado,
¡pudor!

Cuerpo es LUCHAS:
de clases
de género
de étnia

Es el tiempo
y nuestra metamorfosis.
Materialización de nuestro ser
en el espacio.

Cinco sentidos:
el afuera entra por los 'buracos'
y el placer también.

¡Cuerpo te amo!
¡Cuerpo te odio!
Eres capacidad e incapacidad
Tienes vida propia,
cuando bailas.

Eres vida y la muerte.

Mínimas poéticas - Carlos Luz


mínima realista

atéprincipedeacalanto
umdiaperdeoseuencanto

mínima geométrica

nuncagosteidegeometria
mastuasformasestudaria

mínima alinhavada

sealinhanalinhalida
seaninhanaminhavida

ELEIÇÕES BANGUELAS - Bruno Eliezer
















Novamente, período das eleições. Época de empregos temporários, do aquecimento esperado nas gráficas, no aumento nos ganhos de publicitários. Dos planejadores oficiais de campanhas. Dos cabos eleitorais pagos. Há quem diga que o único beneficio das eleições são os trabalhos gerados para si. Vejo também o fenômeno dos homens faixa, as mulheres porta-bandeira e panfleteiros competindo espaço com os pedintes, os malabares e os passantes nos sinaleiros.

Almejando atenção o candidato patrão, sorridente na foto, com v de vitória, escancarando seu número com o imperativo vote! O mar de faixas e bandeiras, às vezes parecendo uma grande festa colorida, as cores predominantes, azul e vermelho. As senhoras gordas contratadas para tremular a bandeira o dia todo, queimadas de sol e aflitas por água. Banguelas, moradoras de bairros distantes e sem entender o que realmente pode significar um resultado eleitoral. Longe dos ternos caros estão as camisetas furadas dos seguradores de faixa em pontos de destaque da cidade, pensando na vida como um comercial. Ou na novela se vendo como um potencial personagem prosperando no trabalho e comprando carros. Tenta se esforçar para esquecer da realidade embrutecida, da política que não há política.

Não sabem as propostas dos candidatos por quem transpiram o dia todo, das diferenças ideológicas das bandeiras e da ideologia que permeia seus pensamentos. A ensurdecedora propagação de singles emburrecedores, que calam qualquer raciocínio, em seus ritmos de sertanejo, forró, funk ou rock comercial. Incutindo-nos a besta ideia de que o número mais ouvido será o merecedor de nosso voto.

Todos ganham com as eleições? - Com certeza não, e uns saem ganhando mais ainda. E para maioria nada muda e se muda é para pior. A política tomas rumos despolitizantes às vezes, já que nadar contra as correntes empresariais dos níveis locais, nacionais e principalmente internacionais é coisa do passado.

Parece que é coisa antiga confrontar-se com interesses dos grandes, pelo contrario, hoje até o respeitamos, pois sabemos que as armas para lutar estão dispersas em áreas televisivas. Pois, no Brasil, temos pouco do debate de ideias da militância pensante, disposta a ideias. Tivemos muitos antes, porém o peso da idade incapacita para ação, com todo respeito. E nossa geração esta embriagada de coca-cola. Ocupada com o facebook. Mal temos política. Apenas a politica eleitoral, de véspera, da pressa, do discurso ditado pelo marqueteiro.

Temos uma ideia vaga de projetos. Inclusive as propostas de candidatos parecem estar eternamente em vias da construção de seu projeto. O que manda é a política de campanha, de quem convence o povão a votar neste ou naquele partido. Às vezes dá impressão que nem há oposição porque são tão amplas as coligações de um ou outro candidato que a política se torna única.

É claro que exagero um pouco, é certo que a política é feita de projetos. Mas que não seja apenas projeto, e sim ações. Que seja real. Que aqueles que trabalham nas campanhas possam saber de verdade o que estão fazendo e escolher fazê-lo ou não. Que as eleições sejam capazes de escolher os defensores dos direitos do povo, não das corporações sanguessugas, não dos empresários ávidos por lucros maiores, apoiadores de candidatos com a boca cheia de dentes, enquanto, quem trabalha para sua campanha não tem nenhum.

MAIS UM VERSO SEM APLAUSO - Rajada Mc’s




















O ator tomba sem vida, enforcado em sua própria gravata. No centro do palco sentada em uma poltrona, toda poderosa, a atriz esboça um sorriso. As luzes se apagam, a platéia se levanta e irrompe em aplausos. As luzes se acendem e a atriz diz: “tem algo estranho acontecendo nesse país... estão aplaudindo o crime”. Os aplausos ganham mais força.
Esse é o final da peça “Alzira Power”, de Antônio Bivar e direção de Gustavo Paso, encenada no Iguaçu Boulevard em 2008.

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“Essa musica aqui é direcionada diretamente pra sociedade, que aplaude nosso sangue escorrendo, nosso povo sofrendo, por isso esses versos aqui são sem aplausos”.

Essa foi a fala do grupo Rajada Mc's de Campo Mourão no evento chamado “A Voz do Interior”, que aconteceu em Cianorte, interior paranaense, em dezembro de 2011.  Foi o discurso de abertura da música “Mais um Verso sem Aplauso” que será lançada em seu novo álbum intitulado NovaMente.

A música do RJD é muito interessante e traz uma discussão importante sobre aquilo que se deve ou não ser aplaudido na sociedade atual. Vivemos nos dias de hoje sobre uma espécie de “ditadura do aplauso”. É a banalização do aplauso em programas de auditório, shows de celebridades e comícios, levando em conta que boa parte dos aplaudidos merecem na verdade uma enorme vaia.

“É mais um verso sem aplauso / Se no baque da quadrada eu vejo o sangue escorrendo no asfalto / É mais um verso sem aplauso / Crack, cachimbo, caixão, nóia que vira finado”.

A música nos trás fragmentos de tudo o que é mais doloroso pra um morador de favela e bairros periféricos: O abandono do governo, a fuga nas drogas, os assassinatos, a fome, o desemprego, a corrupção, a criminalidade e a falta de perspectiva de uma juventude jogada ao léu. Uma cena triste que não merece aplausos.

O rap é um dos poucos gêneros musicais da atualidade que ainda foca suas composições na denuncia de um sistema que está a favor de uma minoria. Nesse contexto pós-ditadura militar, não temendo as represálias, o Movimento Hip-Hop teve a coragem de dizer que o rei continua nu, e que nossa democracia é ditadora.

A peça de Bivar, cujo título original é “O Cão Siamês” foi escrita em 1969, enquando o Brasil amargava uma ditadura militar e uma parte da sociedade também aplaudia os crimes cometidos pelo regime.

A maioria dos militantes do Hip-Hop se posicionam na contramão da cultura dominante e ainda sofrem grande pressão do mercado e da indústria cultural para abandonar o discurso áspero e produzir um rap mais colorido, ameno e que se limite ao entretenimento.

Nessa canção o Rajada traz também a discussão sobre o preconceito com o rap e a favela: 
“Nóis  é  rap,  é  favela,  de  marginal somos chamados / Mas na verdade somos marginalizados”.

Podemos observar que acontece por parte da elite, uma tentativa de rebaixar a favela e as suas manifestações culturais, como uma forma de desqualificar o discurso.  Cria-se uma relação de poder entre quem tem o aval para falar e expor sua visão, e aqueles que só podem escutar.

O ministério RJD adverte: Mais um verso sem aplausos, e nenhum minuto de silêncio.


AMÉRICA LATRINA - J.CARTER

















AMÉRICA muda...
calada, sangrando.
América MODA
de europeu...
feita “pra inglês vê”!
Vendida na Times Squere...

FEDIDA!

América LATRINA
de português...
de espanhol...
de holandês...
de burguês norte americano!

América SURDA
Que não ouve o pranto do nativo...
do “SELVAGEM”...
do Sem-Teto...
do Sem-Terra...
onde a miséria, faz parte da cena:
na escola falta merenda...
falta leito no hospital...

América da MORTE
num norte, de estados desunidos
e desumanos,
tantas revoluções...
tantos massacres...
tantas convulsões...

América INDIGENTE
e de gente, indigesta...
latinos, negros, indígenas...
banquete pra festa,
da exploração... da escravidão!

Quantos são?

Os negros trucidados...
os índios massacrados...
e os seus descendente humilhados pela servidão...
quantos serão?

América que MUDA!

Eu sou BRASILEIRO
latino...americano...
tenho sangue negro,
sangue caboclo...
indígena e mameluco
correndo em minhas veias
e me recuso a admitir que
somos apenas esse monte de BOSTA!


TÁ MEIO BAMBI... É DE CORAÇÃO - Alexandre Palmar













É difícil entender tanta preocupação com a morte da onça-pintada e do veado-mateiro no Parque Nacional do Iguaçu, enquanto a fauna está mais viva do que nunca pelos quatro cantos da cidade em busca da nossa atenção. Na real, os crimes na floresta são fichinha quando comparados com o desfile tragicômico de seres assanhados em Foz do Iguaçu.

Por esses dias, os ambientalistas poderiam trocar de papel com a gente. Como estão acostumados a lidar com animais, eles sairiam da toca e cuidariam dos bípedes desalmados. Já, nós, iguaçuenses, que não temos muito estômago para engolir anta mentindo na cara dura, poderíamos hibernar por uns tempos lá pertinho das cataratas.

Isso mesmo. Afinal, é um tal de camaleão-desarmado, quati-delegado, sapo-rosa, cavalo-véio, baratinha, formiga, tubarão, jaboti, corujão, ave de rapina, entre tantas outras espécies caçando voto na cidade que fica até difícil separar realidade da ficção. Vendo essa "gente" comendo solto por aí vem logo à cabeça duas obras do homem-sapiens.

A primeira, o filme de animação “Madagascar”, que narra a trajetória de um grupo de bichos que fogem do zoológico e tocam o foda-se pelas ruas e avenidas de Nova Iorque. Eu me remexo muito / Remexo.../ Muito. A segunda contribuição humanística é “A Revolução dos Bichos”, livro no qual o mais bem intencionado dos porcos, assim que assume o poder, explora outros bichos até a morte.

Pensando bem, diante dessa metamorfose toda, fecho com “Saltimbancos”. Sempre gostei mais de gato, cachorro, burro e galinha. O musical adaptado por Chico Buarque é uma ode para as transformações verdadeiras. Cada bichano lutando por seus direitos, por seus sonhos e por um lugar ao Sol.

Dorme-te Divina – Danilo Georges



















Divina, você dorme!
Mas eu deito-me em seu leito
Quando apenas queria deitar em seu corpo
Enquanto se torna um sonho meu
Sonho contigo, sonho-te!

Tu me bebes, e eu me converto na tua sede
Seus lábios me mordem, seus dentes me beijam
Sua alma me habita, minha pele te veste,
Você a noite é impulsiva, estrela marinha ardente

Sua cabeça deitada, sobre meu peito poeta
Trocamos energias, caricias e películas
Você me envolve no seu mais profundo sonho
Como um menino em seus braços
 Sinto-me protegido e acolhido

Nossos sonhos são lirismos do destino
Juntos, somos ritmos construtivos
Ao seu lado está nascendo um novo tempo
Tento me livrar da sina do machismo

Seu amor é perene, sua Natureza é Amante,
seus olhos são brilhantes
Resta-me o fogo no lábio para saciar seu desejo
Seu suor me molha, sua respiração melodiosa me inspira
 Meu coração não bate, tamborila! Divina você dorme!
Dorme-te divina! Pois acordada Sensualiza a minha vida

TEMPO - (Sannes Fortuna)







Tempo diário que de mim se esvai, em milésimos de segundos a vida que eu tinha já não é mais, e meus pedaços de tempo se vão, como na intensidade de um bilhão, não pranteio mais a escuridão e nem o lamento, o que busco é o entendimento do ritmo do tempo dos dias que já não me pertencem mais.

FOTOGRAFOZ - Atilon Lima

















Michel Flávio fazendo do sport vida


Um sábado a tarde, uma cidade e seus afazeres,
uma moçada afim de tratar da vida mais além da mesmice.
Um movimento do movimento das coisas.
Assim acontece o Ponto de Encontro.
Ideia que nasceu para ocupar logradouros públicos
em Foz do Iguaçu.
Os organizadores são artistas, estudantes e professores.
O sotaque é sulamericano
e o único padrão é a espontaneidade.



BOTO FEZIS













Após quase três meses de greve nas universidades federais, o governo da presidente Dilma, acuado e sem resposta ao funcionalismo púbico, promoveu junto a setores conservadores da imprensa um verdadeiro  ataque à educação pública.

É preciso deixar claro, que tal fato decorre do autoritarismo e da arrogância do governo. E também por seus compromissos com um modelo econômico que não permite os investimentos necessários para que a educação pública federal se expanda, com a garantia de qualidade às condições de trabalho e ensino, e à estrutura da carreira dos professores.

O governo decidiu direcionar o dinheiro público em benefício do capital privado enquanto as universidades públicas são sucateadas e o trabalho dos professores precarizados. E se não bastasse, tirou do armário um arsenal de projetos de lei que limitam o direito de greve.

Uma grande contradição é que o atual ministro da educação Aloizio Mercadante foi um dos fundadores do sindicato dos professores (ANDES) nos anos de 1980 e hoje ele mama nas tetas do governo federal e diz que a Greve é sem razão!  

as desventuras de ISMAEL-VILL - Eliseu Pirocelli












Ismael viu a nova plantação
De lâmpadas fluorescentes
Que crescem na roça do seu João

Embaixo do linhão
Acendem nas madrugadas
Roubando a cena dos vaga-lumes
Que fogem envergonhados

A força da indução
Na quebrada que come luz
Gera fetos de milho mal formados

Povo de coração mole e barriga dura
Prematuros de sofrimento
Órfãos da proteção
Tratados como uma peça corroída
Que precisa ser trocada

Apertados com chave de fenda
Cada vez mais pro canto da cidade
Vivendo em alta tensão
Fios desencapados
Isolados com fita isolante auto fusão

Ismael viu os corpos eletrocutados
As cinzas caindo do céu
As mãos lançando raios
O líquido vermelho, fervendo
Tingindo o calçamento

Tanta energia gasta
Em nome do patrimônio alheio
Pouca disposição pra luta
Tantas portas fechadas
Pouca roda pra muito freio

Ismael viu o sol irradiando radiação
A chuva ácida corroendo o aço
Os efeitos colaterais
Vindo das beiradas, das laterais

De um lugar jogado pra escanteio
Um povo que joga na raça
Sempre derrubado na área
Mas, nunca pode cobrar o pênalti
Impedidos, rebaixados
Levam dribles da felicidade

Ismael viu o choque de 10 mil volts
Incendiando a alma
Modificando a genética
Despertando o vulcão do câncer

A visão de raio-X
Leu as entrelinhas do mundo
As placas tectônicas entrando em atrito
Tremendo as mãos de cirrose
Dos homens de rosto enrugado
E pele queimada de sol

Ismael viu a morte
Com seu uniforme de trampo
Cartão ponto na mão
Registrando as horas extras

Capacetes, capacitores
Ferramentas, disjuntores
Conjunturas conturbadas
A ferrugem corroendo as esperanças
A vida por um fio de cobre

Ismael sonha com o dia
Em que o espantalho ganhará vida
E esse povo mutante
Em constante mutação
Brilhará alto
E assaltará os céus da cidade

VÍCIOS_MAURICO FERREIRA

Minha relação com o cigarro não foi diferente da relação que tive com alguns seres humanos.

No inicio, havia aquela paixão, e acima de tudo admiração. Lembro-me que fazia questão de parar meus afazeres fossem eles quais forem; tudo por causa daquele sacro cinco minutos de veneração ingênua. E assim era: sentado em alguma cadeira ou escorado em algum muro, entregava-me a ele de tal maneira que o resto do mundo passava a me ser exclusivo.

Embora fosse um triângulo amoroso, não havia ciúmes; numa ponta, minha boca, na outra, a fagulha da paixão; hai! e isso incitava-me tanta euforia. E assim eu ficava: ansioso diante da espera daquela manta acrobática que ora apresentava-se amórfica ora representando algum concreto objeto, um busto, rosto ou até mesmo um oceano. E em seguida o que era tão aguardado acontecia: o manto surgia de dentro de mim e rodava, quase uma baiana, quase uma bailarina alado; e eram duas, três, muitas! E aquela beleza no ar, vulcão de neve tão sutil e singela gradativamente sumia, desintegrava-se e espalhava-se no ar, muitas vezes conduzida pelo robusto parceiro: o vento, e seguiam, rumo ao céu, camuflando-se nas estrelas ou nas nuvens brancas e fofas como tais.

É, mas vejo que a paixão acabou, aquele algodão tornou-se amargo, e acima de tudo a admiração também evaporou, como se cada vez que eu expelisse de dentro de mim aquela fumaça, um pouquinho de tudo seguisse junto, rumo ao além. E hoje vejo-me perdido no tempo, como se tivesse voltado ao feudalismo, pois assumo a servidão. Estou preso a ele, num ciclo de posse irracional, sob a mentira de que ainda nos necessitamos.

Mais claro? A situação está assim: acendo-o, trago e apago enterrado-o no cinzeiro junta a tantas outras pontas ou entre meu sapato e as calçadas imundas de um lugar  qualquer.  Mas aí está; faço tudo sem me dar conta, como se ele nunca tivesse estado alí nas minhas mãos, na minha boca e internamente lambendo o meu corpo. E assim como no sexo, também não há diferença, sempre damos uma rapidinha antes do ônibus chegar. Tão logo este chega, nem o apago, jogo no chão, descarto-o mesmo pela metade; a porta se abre e subo afoito os degraus, e quando os desço, lá está ele de novo entre os dedos.

Na verdade hoje ele só complementa os meus dedos. Entre o indicador e o médio situa-se como um sexto elemento, e daí em resposta à minha indiferença, ele me corrói, sua cólera é tanta que do seu branco me amarela as pinças de carne  que  tanto lhe sustentaram, sustentaram, e assim o faz igualmente à minha boca: no meu beijo frio, vinga-se escarrando nos meus dentes e língua.

É, aquela que era admiração branca, antes vinda do meu cerne, antes uma opção sadia e feliz, tornou-se meu necessário ar infernal e está agora manchando de outras cores impuras o meu ser, cujo raio X muito evidencia e não nos engana, doença! Por isso digo, minha relação com o cigarro não foi diferente da relação que tive com alguns seres humanos; a linha tênue, antes amor e de repente objeto, diferencia-se apenas quanto a fisiologia, enquanto um manchou-me o pulmão, a outra, outro órgão.                            

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

desayuno

UTOPIA NO HORIZONTE

Dizem que a utopia nos serve para seguir caminhando, mais isso é pouco!
O sentimento de um sonho brotando na cabeça nos dá a coragem necessária para resistir.
A certeza que o caminho é seguir lutando, tecendo esperanças sem deixar espaço para o consolo.
A cabeça redonda faz os pensamentos rolarem e as crenças inflarem feito balão.

Se o caminho se faz ao caminhar: ADELANTE: um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar.

É tempo de poesia, de vida pra se habitar e amor pra se doar.

Palavras e escudo na mão: ADELANTE
Flores de TNT: ADELANTE: a bomba relógio logo vai explodir

Cabeça nas nuvens e pés no chão, meu amigo... o chão que você pisa dá a cor das tuas palavras.

Aí mora a utopia, na realidade nossa de cada dia. Na ternura de quem vê o brilho com as luzes ainda apagadas.

Adelante, por amor às causas (que nunca são ou estão perdidas).

COLABORADORES - FRONT DA FRONTEIRA

Matheus Gringo de Assunção - Giovanna Ritchely - Michele Dacas - Carol Miskalo -
Bernardo de Paula - Negendre Arbo - Adryano Sergio Quegi - Sofia Escobar - Carla Rodriguez Orihuela - Danilo Georges - Alexandre Martins - Eliseu Pirocelli - Tchella Maso - Aliane Aguiar - blog greveunila
Foto da capa: João Ripper / Frase da capa: Fernando Birri
Charge: Latuff
Fotografoz: Ponte da Amizade
(Fronteira Brasil e Paraguai)

FALATÚ - O SALVE DA GALERA

O zine segue adelante, poetizando e problematizando o militante, o alienado, a oprimida, o rebelde, a marginal, a operária, o invisível...o povo e a utopia ao seu levante!
Chegou na paulicéia desvairada, tocou os corações e afetou com afeto o chão de terra batida, o asfalto e daqui segue adelante para os assentamentos e acampamentos rurais, coletivos jovens, saraus, cooperativas populares e por caminhos tão bonitos quanto infinitos.

Aliane Aguiar (desde SP)



Mande um salve:

zineadelante@gmail.com














QUE PORRA DE RED BUL QUE NADA!!!
O QUE ME DÁ ASAS É A POESIA

A libertadores e a liberdade - Alexandre Martins

Hoje, 04 de julho de 2012, comemoram-se exatamente 236 anos da independência norte-americana. Soa-me irônico, sendo paulista, estar em Foz do Iguaçu nesta data, neste momento.

Primeiro porque estou bem do lado do país que nas últimas semanas foi vítima do golpe de estado talvez mais cínico da história latino-americana, sem “violência” e dentro estritamente do mais rigoroso rito democrático: Fernando Lugo foi extirpado da presidência como uma especialista e meticulosa equipe médica retiraria um feto de um ventre cuja mãe tivesse pais que, não desejando a futura criança, pagasse sem pestanejar um caríssimo e ilegal aborto sob as mais rígidas normas médicas de um hospital oficial.

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POEZINE

Seu coração era como uma pipa voando solta no céu
Nos jogos de amor ele sempre tinha o controle da situação
Soltava a linha e a recolhia quando quisesse
E assim passou os anos entre brisas e vendavais
Até que num descuido, nesses dois minutos de bobeira da vida
Uma bandida chegou de mansinho
E passou o cerol

Eliseu Pirocelli

TRAVESSIA - foto e poesia de Michele Dacas

Logo que cheguei ouvi: "Eis em Foz um dos chacras da terra, dizem que as pessoas que chegam aqui podem ir para qualquer lugar, você escolhe ficar ou partir". Não sei e não procurei saber mais sobre, também não deu tempo. Em Foz o movimento é violento, e o chacra escoa mais do que o cair de águas.

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Ojala - Bernardo de Paula

 - Ojala saldra el sol
ojala venga la lluvia
ojala tenga un dia mas
ojala brille la luna

que el alma pueda volar
ojala que el alma pueda volar

ojala que gire el mundo
ojala que sea amor
ojala vivamos la vida
ojala que no exista el dolor

por que todos los espinos
son para proteger la flor

ojala que no tengamos hambre
ojala olvidemos la guerra
ojala seamos un mismo pueblo
a caminar por la tierra

pues el alma no tiene color
las bandeiras no tienen amor
dondo quien manda es la plata
las armas generan terror

NÓS - Carol Miskalo

num mundo
sós
sem nossa
voz
presos pelo
algoz
um ser cruel
feroz
um ser doente
atroz
nós
sem um retrós
nós
sem contras sem
prós

nós
nós
nós

em um algo que talvez
não exista

após

O agronegócio e seu projeto de dominação na agricultura - (Por: Matheus Gringo de Assunção)

Se por curiosidade buscarmos no dicionário da língua portuguesa o significado da palavra “agronegócio” encontraremos seu sentido genérico, onde se relaciona com qualquer transação comercial com produtos agrícolas. Entretanto, nas últimas décadas essa palavra ganhou um status de conceito, e se refere a um determinado modo de organizar a produção agrícola, na maioria dos casos, esse modo de organização se reflete em grandes latifúndios, monocultura, uso intensivo de agrotóxicos, mão-de-obra assalariada, mecanização e direcionamento da produção agrícola para a exportação.

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PESCADOR DE ESTRELAS - Negendre Arbo











Lanço meus versos aos céus
e meus versos são anzóis
pescadores de estrelas

Dirijo meus olhos ao mar
e a noturna dança dos faróis
me fala de naufrágios e sereias

as frases inocentes que traçamos nas areias
as ilusões de amor, inconsequentes
os sonhos, as canções, as luas cheias
a luminosidade de prata nos lençóis

todas as canções que meu violão semeia
plantando melodias reluzentes
armadilhas de amor ferozes e indecentes
como indecentes e ferozes são os gestos
da fogueira do amor que me corrói

O cara, as coisas e o nada - Adryano Sergio Quegi.

O cara da rua, o cara do livro, o cara do filme, o cara da música; o cara do gás, o cara de besta, o cara ou coroa, o “cara que merda!”; são caras demais, são caras e bocas, são caras as coisas, das quais precisamos.

Precisamos ou apenas queremos, são coisas e coisas todas são nada; nada por que não são sem o tato, não são sem o olfato, não são sem a visão, não são sem a audição; todas elas nada são; de nada servem, pra nada existem, sem um cara.

Você já não; existe e muito bem, existe como num sonho; e nele tem tato, tem olfato, tem visão e audição; e sua voz, entona em melodia suave algo que vem do coração; despertando no cara, a mais confusa paixão.

DEUNAREDE - Um rolê pelos Blogs

EDUCAÇÃO EM GREVE

Las crisis son momentos de des-velo, de descubrimiento de capacidades, de reconocimiento del Otro, de experimentación, de desafíos expuestos.

Comprender que en el espacio de la crisis la manifestación crítica cultural puede ser una herramienta de cambio, contribuye a cristalizar un proyecto que exceda la inmediatez de la disrupción del orden.

Romper un orden para crear uno diferente es parte del camino: vaciar para volver a llenar de contenido, obscurecer para volver a iluminar, detenerse para volver a empezar.
Bienvenidos al espacio de la Cultura na Greve, donde la manifestación artística se vuelve potencia para crear!

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A GREVE É FORTE

Atualmente, 57 das 59 universidades federais brasileiras estão em greve, além de muitos institutos federais. No entanto, o governo se nega a negociar e a apresentar uma proposta digna aos servidores da educação.

ACESSEM O BLOG:

http://greveunila.blogspot.com.br/

ESCULACHO

Senador Álvaro Dias com o golpista/presidente paraguaio Federico Franco em Asunción

De acordo com a Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América) o que está ocorrendo no Paraguai é um “ato de desestabilização do histórico processo de transformação do país, que pôs fim aos 60 anos de ditadura do Partido Colorado”.
(operamundi.uol.com.br)

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Em nota publicada em seu site, Dias avalia que o processo que culminou no impeachment de Lugo ocorreu de “forma transparente, legal, constitucional” e, portanto, não há qualquer razão para que os “outros países do continente se insurjam contra uma decisão de uma nação independente e soberana”.

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Não aceitamos a cumplicidade da bancada ruralista do congresso brasileiro com o atentado à democracia paraguaia!!!

Rasguei meu contrato religioso com o deus/patrão e refiz meu contrato com a natureza e a humanidade - Danilo Georges

Rasguei meu contrato com deus/patrão: libertei-me da ideia de salvação ou calvário.
Rasguei meu contrato com deus/patrão: sofrer para aprender, não! Aprender é transcender.

Rasguei meu contrato com deus/patrão: viver não é torturar o presente com os valores do passado, e sofrer ameaças com castigos e punições no futuro.

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Nem minha nem tua - Giovanna Ritchely

Eu escrevo, pois minha voz é baixa
Assim, você de longe aí, pode me ouvir,
me ver e me sentir.
Escrevo para esses meninos de rua,
para as prostitutas,
para esses filhos que o mundo pariu e não criou
Para as senhorinhas sem hora,
para a mãe que chora.
Só escrevo, para os doutores, escritores,
os analfabetos e médicos.

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FOTOGRAFOZ

Sofia Escobar e Carla Rodriguez Orihuela


O nosso cenário é a rua, é ali onde temos que atuar, onde temos de mostrar o nosso poder através da organização. Acredite: o povo unido, jamais será vencido!

Na atualidade, nosso continente está atravessando um período de instabilidade. Honduras, Equador, Bolívia e Paraguai, têm sido vítimas da onda golpista e devemos tomar cuidado porque esta pode se espalhar aos outros países da região (...) Os povos da América Latina devem ser os protagonistas desta luta [contra as ditaduras] e se manifestarem para denunciar, levantar questionamentos, serem críticos de suas realidades e construtores de um projeto comum para o nosso continente.

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quarta-feira, 11 de julho de 2012

desayuno

“Toda Vez que eu dou um passo, o mundo sai do lugar” (Siba e a Fuloresta)


Ensaiando as primeiras aulas de vôo

O fanzine adelante edição zero cumpriu seu papel, chegou nas mãos e tocou os corações daqueles para os quais foram feitos. Chegou na trincheira da luta de classes, no presídio, na favela, no chão batido de terra e nos asfaltos da cidade turistificada e desumanizada. Sensibilizou a cidade que deságua as cataratas da barbárie.

Voou para o Rio de Janeiro em uma pequena mala, viajou pelos envelopes do correio e chegou também em Cascavel, Londrina, Marechal Candido Rondon, Toledo, Campo Mourão, Curitiba, Brasília e Assunción.

Um camponês do Paraguai nos disse que ele já chegou às mãos calejadas dos comuñeros do Alto Paraná. Uma mina nos contou que ele já foi parar nos saraus de poesia da paulicéia desvairada, e chegará ainda mais adelante!

Agora também no formato de blog, por que os caminhos da web são infinitos.

Começamos a crer que as poesias, contos, crônicas, pensamentos e fotos da fronteira estão ensaiando vôo.

FOZ DO IGUAÇU É? - Danilo Georges

Foz do Iguaçu não é uma cidade é uma paisagem, ou melhor, um modelo de paisagem para se forjar uma cidade. A cidade paisagem tem muitas faces, ela é falsa, mentirosa e lubridiosa. Ora é inferno urbano no programa sensacionalista ora é paraíso natural na propaganda oficial turística.

Foz do Iguaçu não é uma cidade, é estatística, sendo estatística não há pessoas nem vidas, só há contabilidade de mortos ou turistas.


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DIÁRIO - Giovane Lozano

São 5:45 da manhã, o despertador toca
Pelas frestas da madeira sinto o vento passar
Chaleira no fogo, 
lavo a cara para mais um dia começar
Mesa pronta, café eu vou tomar
Pão com margarina eu vou comer pra sustentar
Não posso me atrasar, eu preciso é trabalhar.


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Trabalhadores no Canavial - P.C.Weber

No início ele sonhou.
A namorada dele sonhou.
Alguns que estavam próximos
Também sonharam.
Mas o dia terminou
E os sonhos se esvaneceram.
O canavial era vasto.
O trabalho duro.
                                                      Então era preciso sonhar.


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ÁGUIA GRANDE - Eliseu Pirocelli

E a segunda ponte será que sai?
Será que vai unir o Brasil com o Paraguay?

Será que integra? Ou será que entrega?
Será que a excessão vai quebrar a regra?
Quem que manda? E quem que carrega?
Quem que se fode? E quem que se arrega?

Águia grande, praga de urubu...
Tem muito sanguessuga na foz do nosso Iguassu.

De vuelta a la Legalidad - Rafael Portillo

La unión de obreros y campesinos del pueblo guaraní de la República del Paraguay, esa unidad que viene creando el PCP en la clandestinidad durante 66 años. El 27 de abril del 2012, en una resolución de la Tribunal Superior de Justicia Electoral reconoce como un nuevo partido, al glorioso y combativo Partido Comunista Paraguayo que fue desterrado por la Dictadura de Stroesner que duro 35 años y más de 60 años de hegemonía de del partido colorado.


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BOTO FEZIS

Botamos fezis na bancada ruralista, que somam ao todo 230 deputados, que adiaram a votação da PEC 438/2001, a chamada Lei do Trabalho Escravo. Tentando descaracterizar a escravidão contemporânea que ocorre nos latifúndios brasileiros.


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POR TRÁS DA CORTINA - Aliados da Periferia revela os bastidores da favela


Por trás da cortina de águas das Cataratas, do turismo segregacionista de Foz, existe um povo que luta, que resiste, que enfrenta e que cria. O que acontece por trás da cortina, nos bastidores dos espetáculos, por trás da cortina de fumaça, no anonimato do cotidiano periférico? Estar por trás da cortina pode representar também a organização  social, os debates travados nos movimentos, seja em associações de moradores, sindicatos ou coletivos de Hip-Hop. 



Aliados da Periferia é mais um grupo de rap das favelas de Foz que vem escrevendo por linhas tortas, em batidas quebradas, com “sangue suor e lágrimas” a sua própria história. O grupo é formado por Negro Jonne e Cascão, moradores do Jd. Petrópolis e Morumbi. 







Alunos e professores da UNILA juntamente com moradores de Foz
criando um clima organizado de PAZ e integração latinoamericana.


















Ponto de Encontro - Bosque Guarani

















Ponto de Encontro - Marco das Três Fronteiras

ao casa.com sobre meu bairro - Lays Laine

O MC´Donald não realiza entregas na minha zona,
CEP registrado nas Casas Bahia.

Minha avó dorme num quarto de azulejos
veste a casa de fotos,
seu marido coleciona bancos,
quintal com quatro casas:

'Não moro sossegado,
o aluguel come no meu prato'*

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Ciranda da Vida - Ary Neto

Veja essa ciranda
Eu não entendo nada
Cantando e rodando
Sem rumo e sem parada
Me convocaram pra brincar
Vem, vamos rodar
A letra já está dada
Não pense em mudar


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REVELIA - Fernanda Regina da Cunha

Hoje eu posso pintar meu corpo
Hoje posso ouvir meu som mais alto
Mas hoje, falar de amenidades
e filosofar até o amanhecer
é o resgate de minha essência.
Se eu misturar palavras
pode ser que não me entendas
E não quero que entendas.

Portanto,
não faças agora tuas conjecturas.
Pois não sou bicho que se explica
E nem a mim se aplicam tuas teorias
Hoje pensarei sem dissimular
Sem nada a perder
À revelia do mar

FOTOGRAFOZ - Atillon

Televisao, praia e futebol...


Sol, ainda quadrado, ainda sol...


Casulo luminoso.

NOVE MESES – Felipe Fraga

Foram nove meses que passei na maior
tranqüilidade que um ser pode passar.
Nove meses no quentinho, em meu abrigo,
sentindo toques suaves, toques de amor
e de carinho, ouvindo seu cantarolar para
eu dormir. Ela não sabia sequer minha
aparência e nem sabia que estava acordado.

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A ÚLTIMA CARTADA

O que inicialmente foi reportado por alguns meios de comunicação local como baderna e agressão contra um policial, aos poucos (graças as imagens) passou para o debate da violência policial e abuso de autoridade e agora está no âmbito do merecimento ou não da assistência estudantil.


Neste exato momento, está ocorrendo uma batalha no campo ideológico onde as diferentes versões sobre um mesmo fato se digladiam frente à sociedade iguaçuense, cada qual intentando mostrar a sua validade.

Leia a matéria completa no blog: 


http://quebradadoguevara.blogspot.com
Não aceitamos o sensacionalismo iguaçuense!!!

Engraçado, Foz que vende a idéia de ser uma cidade diversa e plural, onde 72 etnias “convivem em harmonia”, permite um comentário xenofóbico e preconceituoso como esse, contra os alunos estrangeiros da UNILA.

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INVENTANDO INIMIGOS























A GRANDE MÍDIA CRIA INIMIGOS.


Transforma estudantes em bandidos

quinta-feira, 31 de maio de 2012

ZINE ADELANTE - EDIÇÃO 0

"Soy América Latina,
un pueblo sin piernas
pero que camina"


(Calle 13)


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desayuno

Salve coletivo!

Já fervemos a água, o café ta no fogo e o zine saiu do forno. Invitamos todos para o desayuno.

Por que escrevemos? Por que falar da nossa gente? Das nossas utopias? Por acreditar que no nosso povo, na cultura popular, na literatura marginal, no sentimento e na luta coletiva está a semente que libertará essa terra. Não acreditamos nisso por motivo de fé, mas por que encontramos em cada braço, em cada abraço, em cada olhar cúmplice, em cada gesto e ato de rebeldia, os traços para se desenhar um novo mundo. 


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PRA QUE SERVE O PAU TORTO?

e eu sou torto seu doutor
É mó da canga mau medida
Feita pra boi já crescido
Calejado pelos anos de servidão
Bem servido pro senhor


(Antonio Gringo de Assunção)

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Dançando com os deuses

um itinerário mitológico para repensar a vida... 


Um filósofo alemão maluco, chamado Nietzsche disse certa vez que só acreditava num deus que dançasse. Nietzsche se surpreenderia conhecendo a mitologia negra, a diáspora africana e toda imigração que trouxe as deusas e deuses africanos que vieram para o Brasil nas cabeças e nos corações dos escravos. 


(Danilo Georges)


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Meu pé de Videira

Você, textura viva e rara, pele em veludo - brilhante como o sangue – sutil, que tanta inveja causa às simplórias Malváceas.

Você, colhida sob as frias manhãs de setembro, espécie única – de mais formoso pecíolo – inigualável beleza – outra igual não me lembro – a mais perfeita alvorada. 


(Mauricio Ferreira)


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FOTOGRAFOZ - Lau Laurentino

Tirando um sossego antes de seguir viagem!!!
Toda vez que pedalamos o mundo sai do lugar
A pé, de carona, de magrela ou de busão
o importante é se movimenta
r


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SITIO COLETIVO - Coletivizando Conhecimentos e Informações


Historicamente, a classe patronal usa de artimanhas para alcançar objetivos e para que o trabalhador esqueça a verdadeira origem e sentido do 1º de Maio, atraindo a classe trabalhadora com seu velho 'pão e circo'. 

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